GOOGLE E SEUS 9 PRINCÍPIOS DE INOVAÇÃO E CRIATIVIDADE

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Galera criativa e empreendedora, muito bom poder trazer esse tema que vai dar uma ótica bem mais objetiva da criatividade e inovação. Como vocês sabem eu estou escrevendo um livro com o tema criatividade e ele me levou a pesquisar vários métodos e exercícios para incentivar e estimular o processo criativo.

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Um deles é a própria filosofia da Google. Já estou doido para gravar um PodCast sobre esse assunto e falar como estou implementando no meu dia-a-dia. Vamos falar um pouco sobre estes pilares importantes da empresa de inovação e tecnologia mais relevante do mundo.

#1. A inovação vem de qualquer lugar

Segundo a Google, não precisa ser um gênio ou absolutamente conhecedor de uma determinada área para ter uma idéia inovadora. A inovação pode vir de qualquer um, e de qualquer lugar. Por isso, ter humildade para ouvir sem uma crítica prévia é característica fundamental para fomentar e desenvolver a inovação. Por isso, manter-se humilde, e de mente aberta para aprender e esperar a possibilidade do resultado vir de outra pessoa é fundamental.

#2. Foco no usuário

Para a antiga geração, acredito que essa seja uma tecla bem batida. Mas eles não sabem o que é isso. Desde Kotler a ideia de foco no usuário vem sendo fomentada. E as gerações anteriores estavam acostumadas a focar no produto. Logo eles se adaptaram, porém equivocadamente. Continuam focados nos seus produtos incríveis e dizem que os consumidores não sabem o que querem. Dizem atender os consumidores, mas criam produtos copiados de outros, ou atendendo a expectativas quase sempre simplórias. Infelizmente ainda estamos longe de aplicar UX penalmente em todos os produtos online e offline, mas alguns estão estendendo sua importância.

Mesmo a google, uma CIA incrível errou com o Google Glass. Focaram em um produto moderno, incrivelmente revolucionário, mas que foi fundamentado em uma ideia e não em um desejo partido do consumidor. Entretanto a Google continua em uma busca contínua pela USER EXPERIENCE. E é por isso que uma das maiores empresas do mundo em percepção de inovação e tecnologia.

Vi muitas vezes gerentes de produtos e diretores de grandes companhias perderem o foco de qual é o real desejo do consumidor. Por isso falamos tanto das técnicas de UX DESIGN, elas ajudam a recolher estes desejos e criarem um caminho para a construção de uma boa identidade de marca (BRANDING), bem como uma perenidade em focar no real desejo de seus consumidores.

#3. Seja 10 vezes melhor

DESIGNERS e profissionais de marketing gostam bem mais dos que concordam e elogiam do que os que discordam e criticam. Mas os críticos são os balizadores do próximo degrau. Os elogios só manterão você no mesmo patamar.

Se não houver ninguém para criticar, compare seu trabalho com outro profissional. De preferência compare com os melhores do mundo. Ou será medíocre para sempre. Não há nada de errado em ser medíocre, eles são bons profissionais e terão sempre emprego. Mas somente os que desejarem ser melhores do que são hoje, chegarão ao topo.

Não esqueça de manter essa meta, ser 10x melhor do que é hoje.

#4. Aposte nos conhecimentos técnicos

Artistas morrem pobres e miseráveis, profissionais constroem carreiras e impérios. Se você tiver que ser ambicioso, ou ambiciosa, não seja por dinheiro, ele acaba. Seja por conhecimento. O “Eu acho” sempre pode ser contestado, o fato técnico, ou científico não. Não discuta seus argumentos, estude e responda com base. Se não quiserem te ouvir, não discuta, não vale a pena. Provavelmente já seja a hora de sair de onde está, lugares assim atrasam o desenvolvimento. Queira estar com quem você pode aprender e trocar informações.

Leitura não é uma coisa fofa, é alimento vital para a criatividade. A faculdade não forma os bons, ela forma os básicos. O que você aprende depois que será o grande diferencial.

#5. Interaja com os usuários

A interação moldará todas as principais características para o seu crescimento, tanto profissional quanto pessoal. Esteja aberto (a) a aprender com os outros, com a situação adversa e com seus erros nesta interação.

Quem acha que pode fazer tudo sozinho(a) ou não consegue esperar a tarefa do outro não pode trabalhar em equipe e não conseguirá subsistir frente ao mercado. Ninguém segue ou soma de forma voluntária e empolada alguém que não sabe lidar em equipe. Só quem perde é o lobo solitário.

#6. Dê aos funcionários 20% do tempo

Na google de cada 5 dias da semana, 1 os funcionários usam para trabalhar em um projeto pessoal que acredite. Isso faz com que o funcionário possa desenvolver algo que mais acredite e tenha mais incentivo à satisfação e conquista pessoal.

Todo mundo tem parte do trabalho que acha mais chata. Mas e se todas aquelas ideias incríveis que temos e não podemos investir porque nossos gestores nos ocupam demais em tarefas corriqueiras fossem postas em prática? Poderíamos moldar e dar vida para estes projetos e depois de estar incríveis poderíamos apresentar. E como não estariam? Foram feitos com paixão por quem acredita neles. E mesmo que não sejam aprovados, as habilidades do funcionário foram expostas a um esforço incrível e ele saiu deste projeto ainda melhor. Isso melhora e muito a qualidade de uma equipe.

#7. Tenha um padrão para criar processos

Processos ajudam e em especial no meio do turbilhão. Quando estamos no meio da tempestade e desespero, é fácil não lembrar nem do próprio nome. Por isso, ter um treinamento processual é extremamente inteligente. Não à toa, atletas têm jogo de treino, bombeiros têm treinamento de incêndio, estudantes participam de simulados.

Mesmo a criatividade precisa de processos. Em meu livro “O Design da Criatividade Objetiva 1.0” eu explorei um pouco deste tema. E foi surpreendente pra mim a quantidade de amigos e colegas que tinham processos semelhantes ou outros que acrescentaram e muito no meu processo criativo.

#8. Falhe bem

Uma das coisas que mais aprendi entre os meses de Outubro e Novembro de 2018 é o que significa aprender a falhar. Não que tenha fracassado, mas criei tantos projetos no modelo FastFail e aprendi tanto com eles. Mas o que mais aprendi foi, tenha um caderno para suas falhas. Escreva como e em que falhou. Porque falhar não é o fim do jogo, não aprender com as falhas sim.

Quem tem medo da reprovação ou da falha nunca irá crescer, nunca irá evoluir. Quanto maior o intervalo entre o start do seu trabalho e a falha, mais distante você estará da sua evolução e melhoria.

#9. Tenha uma missão importante

Quando alguém trabalha somente porque é preciso e não tem um objetivo maior, provavelmente sua motivação se perderá com o tempo. Ter uma missão bem clara e objetiva te mantém no foco.

Eu, particularmente criei algumas. Uma delas é contribuir para a comunidade e ecossistema de Designers. Dentro desta, foco em produzir conteúdo no blog e escrevendo livro. Outros objetivos como produzir peças criativas que não sejam meu campo de atuação também me ajudam. O processo de exercícios criativos também me mantém em uma evolução diária de melhorias.

Tenha um objetivo claro. Mantenha seu foco em uma missão. Mantenha sua carreira em atividade constante. Nem que seja de aprendizado.

Esses princípios têm me feito evoluir e chegar em lugares que jamais pensei que chegaria. Tomara que eles lhe ajudem em seus objetivos.

Thiago Carneiro Benlev

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2 thoughts on “GOOGLE E SEUS 9 PRINCÍPIOS DE INOVAÇÃO E CRIATIVIDADE

  1. Amei o texto, realmente temos que pensar fora da caixa, compartilhar idéias e com certeza aprender com nossos erros e falhas.
    Humildade essa com certeza e frase que precisa estar na “veia” .